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Actividade ARCM 12 e 13 de Outubro de 2024

Relatório – Atividade de Montanhismo

Visita ao Pico Gilbo

Via ferrata “Pico el Cabrón”, Portilla de la Reina

Via ferrata “Valdetorno”, Sahelices de Sabero

Estávamos numa madrugada húmida, em Ermesinde perto de um estabelecimento qualquer de uma cadeia de comida rápida, esperando não por uma sanduíche mas por todos aqueles que iriam neste fim de semana para terras de nuestos hermanos fazer várias atividades de montanha como gente grande.

Após estarmos todos e sendo divididas as mochilas e pessoas por carros, lá fomos os dez noite fora rolando à espera que os quilómetros que faltassem pacientemente chegassem a zero. Já ao chegar a Espanha o lusco-fusco foi-se impondo, começando a ser visível a mudança de paisagens onde fomos recebidos com longas distâncias de planalto. Na saída da via rápida para o interior ao fim de algum tempo um ziguezaguear suave começou a ser presente onde colinas com vegetação exuberante nos acompanhavam. Estava dado o mote daquilo que iríamos encontrar. Serpenteando pelas montanhas, cada vez mais altas, por entre povoações dispersas e gado errante que por lá se encontrava nos campos, alguns destes gigantes de rocha destacavam-se pela sua brancura calcária, tardando em ficar próximos de nós. Afinal quando é que chegávamos a Riaño, o coração da ação deste fim de semana… Já não estávamos longe e lá chegamos ao reservatório de Riaño, a barragem do rio Eslo, cujas águas ficam a 1080 metros de cota acima do mar.

O primeiro destino, e já saturados da viagem, foi o parque de campismo de Riaño e cumpriu-se o executar de toda a logística de preparação para a noite uma vez que a chuva estava a ameaçar todo o programa.
Findo isto, toca a abalar para a primeira atividade que era a subida ao pico Gilbo, onde após termos estacionado os carros perto da albufeira, começamos o trilho com botas no chão.

A primeira parte deste trilho é caracterizada por um ondular na base de um bosque denso, que aos poucos dá lugar a uma subida que nos elevou a temperatura, tal era a humidade presente no meio deste emaranhado de faias, carvalhos, roseiras bravas e outras plantas deste bosque revestido com um tapete espesso de folhas. Episódios com cogumelos e atrasos por causa destas criaturas fúngicas não faltaram por aqui acima.
Surpreendentemente o bosque acaba de uma forma brusca, desembocando num prado verdejante que circunda todo o sopé do afloramento rochoso que teria de ser vencido.

A subida pela rocha decorreu através de um trilho tácito pois já havia sido percorrido por milhares de pessoas antes de nós, e era visível de forma clara o caminho que circundava esta crista. Obviamente as vistas são deslumbrantes num trilho que inclinando cada vez mais pouco a pouco deixa de ser de andar a pé para, rocha por rocha, se passar a andar de gatas.

O Pico Gilbo foi conquistado, 1674m. Era o primeiro carimbo do fim de semana, check!

Imagem1

Após o jantar da praxe,  ”fait diver” de consolidação de memórias, a noite foi passada com ameaça de chuva, que nos brindou esporadicamente e convidava a sair dali. Percebidas as entrelinhas, e indo de encontro ao planeado, cedo abalamos após os desafios de enfiar as tendas nos sacos e efetuar toda a montagem nas malas dos carros. E mais uma boa surpresa à saída, pois o vislumbre do Pico Gilbo que apresentando-se de um branco alvo no dia anterior, com as cores de sol ao amanhecer assemelhava-se agora a uma enorme rocha com forma piramidal de cor alaranjada, por entre as nuvens que se abriram momentaneamente para nos proporcionar uns belos momentos fotográficos.

Ala que se faz tarde e arrancamos para Portilla de la Reina, para a via ferrata “Pico el Cabrón”, um pouco mais perto do coração dos Picos da Europa. Aqui chegados observamos o desnível que teríamos de vencer, assim como o céu, que apesar de não nos presentear com chuva ainda estava muito fechado. Lá começamos a subida até ao início do afloramento rochoso onde reagrupamos e intercalamos os experientes com os iniciantes. Havia quem já tivesse experiência mas para alguns era a primeira vez.
A primeira parte da subida era bastante fácil mas a humidade na parede deixava antever que a segurança, que sendo obrigatória nestas andanças, a par da concentração, teria de ser redobrada. Chegados então às primeiras pendentes verticais a experiência  de contacto com a rocha já foi diferente e mais musculada, requerendo habituação à distância entre os apoios embutidos na rocha. Um dos pontos de interesse desta via é a escada suspensa, cuja configuração pode corresponder a uma superação com naturalidade para alguns mas a uma dificuldade acrescida para outros.

São presentes as vias de escape, onde nos questionamos sempre se devemos sair aqui ou continuar pois não há retorno após passar a via de escape.

O último desafio a considerar é o último lanço que começa como sub-prumo, e o maior desafio desta via ferrata por ser o mais braçal de todos.

Chegamos todos lá acima. Check!

Imagem2

Efectuou-se a  a descida, que não é muito longa mas sim bastante íngreme, e aportamos aos carros que nos levaram para o destino seguinte, a via ferrata “Valdetorno” em Sahelices de Sabero, onde o tempo foi contado para se comer algo e preparar para esta última atividade.

Pelo menos esta tarde foi de um sol maravilhoso e sem preocupações com chuva.

Da estrada consegue-se vislumbrar o maciço rochoso e a ponte suspensa com 110m, tendo a distância a ser vencida até chegar ao sopé da rocha obrigado a uma caminhada que nos proporcionou mais um aquecimento… e necessário.

Começando novamente reagrupados deu-se início à via, com subidas verticais e deslocamentos horizontais. A parte mais alta desta via ferrata não corresponde nem de perto nem de longe ao fim desta, mas ao início de uma sequência de pontes suspensas em configurações diversas. Com apoio duplo para os pés, com mono-cabo de aço para os pés e até com mono-corrente de apoio aos pés.
Entre estas pontes suspensas sucedem-se então mais descidas e subidas, com deslocamentos horizontais e até existe um elemento único, uma apertada chaminé calcária que é necessário subir antes de chegar à rainha da tarde, a ponte suspensa com 110m de extensão.

Após reagrupar executou-se a saída que é longa e também íngreme, tendo cordas de apoio ao longo  de toda a parte rochosa e até chegar ao trilho em terra.

Mais uma vez, todo o grupo conseguiu. Check!

Quem foi iniciante teve de ter um nível de concentração mais elevado, para se adaptar às novas situações e provavelmente não conseguiu desfrutar tanto como quem já é mais batido, mas há solução, pois o Alto Relevo vai fazer mais atividades deste tipo e é só inscrever.

 Imagem3

Apesar deste domingo ter sido uma barrigada de vias ferrata foi notório que para alguns soube a pouco pois a sequir à saída de Sabero ouviu-se alguém dentro do carro“ A via ferrata do Elefante é já aqui. Será que ainda dá tempo?”… Gargalhadas…

Se por um lado há algo de intimidante nestas atividades, por outro aquilo que se experiência é único e não há câmara que consiga captar aquilo que vemos, com a profundidade que conseguimos, e transmitam as sensações que absorvemos. Bem hajam   os hábitos de segurança e o conhecimento, que nos tornam mais confiantes, nos protegem e nos permitem desfrutar. Check! Check! Check!

Foram participantes: Beatriz Silva, José Carlos, Augusto Monteiro, João Moutinho, Vítor Ribeiro, Óscar Brandão, Edite Rodrigues, Vítor Barbosa, João Cacheira e Humberto Lopes.

Vítor Barbosa

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