Num mês de Maio que começou intermitente no que ao tempo diz respeito (e pelos vistos está para durar), o feriado de dia 1, foi uma janela aberta de oportunidade e, muito bem escolhido, para a realização desta caminhada mensal, em Ruivães, Vieira do Minho, pois muito longe se estava de acreditar, que depois de um dia de muita chuva, no último de Abril, o primeiro de Maio, nos traria sol e o melhor das condições possíveis, para o nosso Trekking.
Mas assim foi, Maio começou com um dia lindíssimo e nós lá fomos caminhar, sendo que primeiro nos reunimos no ponto de encontro e à hora marcada, para a viagem de hora e meia e dos cerca de 100 km, que teríamos pela frente.
Pouco depois das nove horas, estávamos já nós a seguir o percurso pelas estreitas ruas de Ruivães em direcção ao nosso primeiro ponto de interesse, a primeira das pontes, do PR8 VRM - Pontes da 2.a Invasão Francesa, mais propriamente a ponte de Rés, que dista cerca de um quilómetro do início do PR linear de 11 Km, aos quais haveríamos de juntar mais tarde, alguns quilómetros de trilhos não marcados, transformando assim a nossa caminhada, num percurso circular, com desvios de ida e volta, às três pontes que estavam no programa.
Vista a primeira ponte, seguimos as marcações do PR8, por entre muros seculares e verdes do musgo que cobre as pedras até à aldeia de Vale, subindo e desfrutando de tão belos espaços naturais e humanizados.
Deixada a aldeia para trás e agora com as belas vistas da albufeira do rio Cávado, fomos descendo num estradão aos esses em busca da ponte do Saltadouro, esta a cerca de 5 km e junto a uma mini subestação eléctrica, onde fomos confrontados com um extra sugerido por um pastor local, a visita a uma gruta por detrás da instalação referida e atrás de grandes penedos e de uma cascata de água.
Numa caminhada, para além das paisagens naturais ou humanas, a passagem por pontos de interesse diversos, como castelos, moinhos, cascatas, etc, é sempre uma mais-valia e esta sugestão não podia ser desperdiçada, apesar de que a visita a esta gruta, não ser de todo fácil, nem recomendada, em certas ocasiões, como em dias de chuva ou de muito caudal do rio, que proporciona a cascata.
Valeu muito a visita, mas sem mais demoras, fizemo-nos de novo ao caminho e ao nosso próximo destino, a ponte da Misarela, também conhecida como ponte do Diabo ou ponte da Fertilidade, tantas as histórias que ela tem para contar.

Mas, para lá chegar, percorremos cerca de 5 km, por lindíssimos caminhos, sempre por perto da albufeira, ora sem vegetação, mas com o piso muito verde, dá erva no caminho, ora por entre antigos muros, também com muito musgo, ladeados de muitas árvores, com predominância para os carvalhos.
E eis-nos chegamos à mais famosa das pontes do dia, a mais bela e a que quase toda a gente já tinha ouvido falar, senão em tempos, pelo menos nas conversas que se foram tendo, até aqui se chegar, conversas essas, que para além dos assuntos relacionados com a ponte de Misarela, com as várias lendas a ela associadas, também se falou o suficiente de sapos, príncipes, beijos, maias e carrapatos, entre tantos outros temas, que as caminhadas e os caminheiros, sempre trazem à baila.
Com vista para o arco que sustenta a ponte deste tempos medievais, deliciamos os nossos olhos e barrigas com o almoço volante e tiramos as fotos que comprovarão mais tarde a nossa visita à ponte da Misarela, a horas decentes e com intenções muito diferentes, das célebres visitas às meias-noites e com outros objectivos.
O regresso ao ponto de partida, seria a parte do percurso sem marcações e nenhum de nós estava à espera da dificuldade da subida, que incluiu troços fechados de vegetação com picos, arranhadelas, uma pequena escalada, bichinhos vários, sempre acompanhados de um cão pastor, de coleira geolocalizável ao pescoço e com muito calor e sede, aliada à vontade de se enfiar em tudo o que tinha água, fosse poça ou levada.
Já no alto, tomamos caminho em direção à aldeia de Botica e ao nosso destino final, sempre por caminhos rurais, terminando a caminhada, efectuada a um bom ritmo, uma hora antes do previsto e com tempo para fecharmos mais uma actividade, à mesa de uma mercearia e café local.
Valdemar Freitas
Ver mais fotografias da actividade aqui
Logística e números da actividade:
Dia: 01-05-2025
Participantes sócios: 10
Estreantes no Trekking: 2
Ponto de partida e chegada: Ruivães – Vieira do Minho
Início da caminhada: 9:05 h
Fim da caminhada: 15:00 h
Tempo em Movimento: 5:54:21 h
Distância: 17,53 Km
Acumulado D+: 680 m
Altitude: 280 m (mínima) e 681 m (máxima)
Nível de Dificuldade: Média










