PR11 PNF Quintandona Terra de Mil Cores, Festas e Sabores

Um pequeno grupo de caminheiros e muito homogéneo na passada, deu início ao percurso num ritmo certinho e forte, começando pela bonita e bucólica variante da biodiversidade do PR11, por entre vinhedos e vegetação ainda muito húmida, de uma noite fresca de Agosto, que daria lugar a um dia quente de sol, mas muito aceitável para a prática de pedestrianismo, em tempo de férias grandes.
Percorrida a variante, com os seus espaços de arbóreos muito interessantes, um ribeirinho, pontes pedonais de travessas e uma pequena cascata, ainda com curso de água suficiente para ficar registada nas fotos, demos início à maior subida do dia, primeiro em estradão e em eucaliptal e posteriormente, em trilho de pedra, calçada natural, marcada aqui e ali, por regos das rodas de antigos carros de bois, ladeada em partes por muros de pedra seca, até que chegados ao alto, nos deparamos com um trilho de pé posto, entre rochedos pontiagudos, que apontam ao céu e nos mostram à direita o vale de onde partimos e à esquerda uma vinha a perder de vista o seu fim.
Saímos um pouco do percurso, para apenas dar a conhecer uma casinha de sonho, fruto do trabalho de quem a imaginou e concretizou e voltamos ao trilho, fazendo um pouco de corta-mato, até desemborcamos no miradouro, no baloiço da Pegadinha e no banco do Amor, coisas dos novos tempos, chamariz de gentes às serras para o deslumbre das paisagens à vista, alterando as onde se inserem esses equipamentos, muitas vezes acompanhadas de passadiços.
Do moderno descemos para o rupestre e vimos e lemos, o que aí se diz ser a lenda da Pegadinha, seguindo depois caminho, rampa de paralelos abaixo e depois novo estradão que nos levaria ao trilho recentemente limpo e que sobrepõe o ribeiro com um ou outro velho moinho em ruínas e vestígios de antigas levadas.
Mais de metade da caminhada percorrida, faltava-nos trilhar outra parte interessante do PR, outra zona de bonita vegetação e de um ribeiro, onde agora apenas corria um pequeno fio de água e as levadas, açudes e cascata, secas, não nos mostraram o seu fulgor de tempos em que alimentavam os moinhos que também aí se encontram em ruínas.
Uma outra levada, por entre os eucaliptos que muitas águas roubam à terra e eis-nos a abancar à sombra e junto da igreja de Lagares, para o almoço volante e depois seguirmos de casario em casario, até à bem preservada aldeia de Quintandona, cujas ruas percorremos em busca de um cafezinho que não surgiu e apenas encontramos, o lugar com muito trânsito de domingueiros famintos, para o almoço no restaurante da moda.
Feita mais uma caminhada no Verão, venha a próxima, já no Outono.
Até breve.
Valdemar Freitas
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Logística e números da actividade:
Dia: 13-08-2023
Participantes sócios: 6
Estreantes: 1
Ponto de partida e chegada: Quintandona – Lagares - Penafiel
Início da caminhada: 8:55 h
Fim da caminhada: 13:12 h
Tempo em Movimento: 3:14:51 h
Distância: 13,54 Km
Acumulado D+: 423 m










